Lembro-me que aos 13 anos de idade aprendi a dirigir em um Fiat 147 Spazio, o carrinho era porreta...rsrs
Meu avô Belmiro (para “os de casa”, codinome Miro Mio) concedeu-me o prazer de sentir o que era dirigir pela primeira vez. Uma vez que o primeiro carro que dirigi foi um Fiat, leiam o apanhado abaixo e vejam no que deu.
O X Salão do Automóvel só foi pautado pela crise do petróleo. Na época, o fim de 1976, a economia de combustível era a bola da vez. A Chrysler, com seu Charger R/T, na época o automóvel nacional mais caro do mercado automobilístico, fez modificações mecânicas que possibilitavam o uso de gasolina comum em lugar da azul (mais cara).
No estande da Volkswagen ocupavam lugar de destaque os carros movidos a álcool, em grande parte importados. Foi nesse Salão que a Fiat fez sua estréia brasileira. E a recém-inaugurada fábrica de Betim (MG) apresentou o 147. Ele era a novidade, mas não um segredo. Afinal, o carrinho já tinha sido visto em anúncios de TV. Em uma delas, o carrinho desceu os 365 degraus da escadaria da Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, para demonstrar a robustez da suspensão. Derivado do 127 italiano...
...o Fiat concentrava as expectativas em torno do motor de 55 cavalos. Com 1049 cm3 cúbicos.
Além do baixo metabolismo, o motor transversal, possibilitava melhor aproveitamento do espaço da cabine. Graças à boa altura, ninguém ficava “espremido” no seu interior. Quatro pessoas viajavam com certo conforto. Após dois anos do lançamento do 147L e do modelo standard, chegaram o GL...
...e o GLS, com motor 1300.
Neste ano, ainda foi lançada a picape, que inaugurou a moda dos pequenos utilitários. Em 1979 saiu uma versão "brava", a Rallye: seu motor era o mesmo do GLS, mas vinha com carburador de dois estágios.
Seguindo a trajetória inovadora, a Fiat lançou no mesmo ano o primeiro carro a álcool feito em série. Novidade também era a posição de dirigir do 147. Com o volante quase na horizontal, o motorista senta-se ereto, já que banco reclinável era opcional.
No interior monocromático do modelo GL 1979, cor marfim Copacabana,... ...o conforto é ainda maior que nos modelos mais simples. Ele veio equipado com bancos reclináveis de encosto alto, revestidos de veludo, tudo de série. Os pedais, pequenos e próximos, são de acionamento suave, assim como a direção, porém, era preciso "brigar" com a alavanca até vencer a resistência do câmbio de quatro marchas para engatar a primeira. Por outro lado, segundo teste 4 Rodas o modelo GL: com apenas 7000 quilômetros rodados, o acionamento do câmbio ainda apresentava o típico engate justo dos carros novos.
Num comparativo feito pela QUATRO RODAS entre o 147 e a Brasilia, sua rival (edição de janeiro de 1977), houve praticamente um empate, apesar de o concorrente da Volks contar com motor 1600, 1584 cm³. Fez de 0 a 100 km/h em 20,5 segundos, contra 21. Perdeu por pouco na máxima: bateu nos 132 km/h , enquanto a Brasilia chegou aos 136 km/h . Na média do consumo o 147 levou fácil: fez 13,04 km/l, enquanto a rival ficou nos 11,25 km/l.
Anos mais tarde, a evolução da Fiat é notória, lógico, nada comparado a uma tecnologia Honda, Toyota, ou Aston Martin, estamos falando em carros populares, aqueles que hoje, com um pouco de aperto cabem no bolso da galera ...vale a pena advertir a todos os leitores que ainda não conhece a história da famíla Gonçalves, é que, tanto eu, quanto minha esposa, crescemos andando em Fiat...pode rir...rsrsrs mas era legal à beça...quem nunca andou de Fiat 147 não sabe o que é ser aventureiro...brincadeiras a parte, desde pequenos, nossos pais e avós são fãs de Fiat, logo, nós também gostamos e muito!
“O carro de série mais barato do Brasil também o mais econômico para uso na cidade. Fez 12,26 km/litro de gasolina em nosso percurso urbano.” Assim QUATRO RODAS anunciou a chegada do Fiat Uno Mille, na edição de setembro de 1990” .
Fazer carros mais acessíveis às camadas menos favorecidas já não era novidade. Em meados dos anos 60, Renault Gordini Teimoso, DKW Pracinha, Simca Profissional e VW Pé-de-Boi foram uma tentativa de encurtar a distância dos que vão by “SP2” para os que vão by car. Até meu sogro já teve um DKW ou melhor “Deixa ver”... De tão popularizado, o termo pé-de-boi acabou por virar sinônimo de carro despojado. Em 1965, esses modelos mereceram uma linha de crédito especial do governo do país e da Caixa Econômica Federal, mas isso não foi suficiente.
Em 88 surge o Gurgel BR-800, o primeiro carro 100% nacional. Como estímulo, ganha um incentivo do governo: 5% de IPI – ante o piso de 25% para carros com capacidade a partir de 800 cm3. Mas a redução se estendeu aos carros 1.0 e a Fiat saiu na frente e tirou proveito de sua rede mais ampla e de seu veículo maior e mais confortável. Por outro lado, era o começo do fim do sonho do carro genuinamente nacional.
O acabamento ia além do esperado, com revestimento central dos bancos aveludado, colunas traseiras forradas, tampa interna do porta-malas e servofreio. Porém os apoios de cabeça eram opcionais, assim como a quinta marcha, retrovisor direito, acendedor de cigarro e limpador traseiro.
“No segundo teste, de março de 1991, QUATRO RODAS revelava que os números de setembro de 1990 foram resultado de uma preparação da Fiat no carro cedido, diferente do de produção. De
“A evolução do Mille prosseguiu com a versão Mille Brio, meses depois. De 48,5 cv, a potência subia para 54,4 cv e o torque, de 7,4 para 7,7 mkgf. Para 1993, além de quatro portas, o Mille Electronic trazia ignição eletrônica.”
“O mercado via surgir rivais como o Chevrolet Chevette Junior, o VW Gol 1000 e o Ford Escort Hobby. Para enfrentar o novo Corsa, em
“Na linha 1996, ele recebia injeção eletrônica. Para 1997, o Mille SX deveria preparar o mercado para o fim da produção do Uno – o que não aconteceu. O Mille ganhou motor Fire de 55 cv em 2001, frente nova em 2004 e, além de um redesenho, motor flex em 2005. “
“Em 2008 o Mille passou a oferecer a versão Way, com visual de apelo off-road. De
Toda essa história das gerações dos Fiats não é só uma publicação, e sim para dizer que assim como a Fiat, a família vem crescendo. Como já é de conhecimento de alguns há anos estamos andando by “SP2”, ou quando precisamos (sempre), meu avô graciosamente empresta seu super Mille ELX 1994, vulgo “Miro Móvel”. O “jovem senhor” de 17 anos vem sendo cuidado e mantido de uma maneira muito especial de forma que sua idade não se reflita nas estradas...rsrs. Confesso que meu avô tem sido um grande pai, ou melhor, mais que um pai, afinal se não fosse também por sua ajuda talvez não tivéssemos condições de..., afinal, não é fácil manter três crianças em fase escolar, oferecendo um estudo de qualidade e também dar conta de todo o restante. Aqui fica um AGRADECIMENTO à minha querida esposa que tem sido meu braço direito, esquerdo, pernas, pés, etc...aos nossos pais, que de alguma forma nos ajudam, seja financeira e/ou principalmente espiritualmente, mas uma especial ao Miro Mio, um pai que sempre esteve presente. Não sei quantos de vocês tem avós ainda vivos, mas posso dizer com toda certeza e de todo coração, não existe nada melhor do que receber um carinho dos avós.
Miro, MUITO OBRIGADO!!!
Obrigado por me ensinar dia após dia!
E também, uma gratidão imensa a Deus, pois é dEle que vem a força, a sabedoria, tudo o que somos, tudo o que temos vem dEle e todas essas coisas são dEle, nada é nosso. Toda a glória, todo louvor seja a nosso Deus e Pai.
Agora é a nossa vez de levá-lo para passear no nosso Fire Wheels, ou melhor, o “JAMES MÓVEL”!!!...rsrs.
Abaixo as fotos do nosso Fire, zerin, zerin...
Amauri (representante de vendas Total Fiat) "pagando" um cafezinho. Para quem não conhece, da esquerda para a direita, Felipe e Ataliba, nossos amigos/irmãos queridos. Eles fizeram como nos episódios do Overhaulin, participaram de tudo sem contar para ninguém...rsrs
O super motor Fire, está de alma renovada, a partir de 2009 a Fiat inovou, reduzindo em média 30% o peso das válvulas, utilizando molas mais maleáveis reduzindo o esforço do comando de válvulas em seu acionamento. As bielas também "emagreceram" em média 30%, isso significa que o virabrequim necessita de menos esforço para conduzir o pistão à explosão, o óleo lubrificante também foi modificado, tornando-se menos viscoso, logo, menos atrito, suas propriedades sintéticas compensam a baixa viscosidade de outras formas. E para encerrar, a Fiat instalou também um sensor central que auxilia na partida do motor, sua função básica é: quando você liga a chave ele identifica qual pistão está próximo das válvulas, refazendo assim sua memória injetando combustível na ordem de explosão, sempre seguindo 1 3 4 2. Economia não só na partida como em todo seu funcionamento.
Pára-choques, pintados parcialmente na cor do carro. E grades com dois frisos cromados. Os pneus 165/60 13" redesenhados baixam o nível de atrito ao solo sem perder a aderência. Isso resulta em menos transferência de carga aos rolamentos, reduzindo o consumo.
Lanterna fumê, item de série.
Amauri, passando as ultimas coordenas e entregando a chave do Poçante...Oia nóis aí...
Óia nóis de novo...
O painel também mudou, foi inserido o econômetro.
Em frente a casa do Miro Mio.É isso aí galera, pode até parecer besteira, mas nada melhor do que compartilhar uma alegria imensa, ou melhor, nada como compartilhar uma benção recebida de Deus.
Parte do texto técnico adaptado da revista 4 Rodas.






























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